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mercredi 17 avril 2013

MARGARET THATCHER - Falecida e detestada

MARGARET HILDA THATCHER, falecida na semana passada continua fazendo debate e atrair o òdio. A ex-primeira ministra britânica mesmo depois de morta divide o seu paìs em dois polos.

De um lado os que manifestam, hà uma semana nas ruas de Londres, e outras cidades do Reino Unido, de alegria. Festejam e celebram a sua morte. Opinaram mesmo que “devia ter morrido hà 50 anos atràs...!” O que não é de estranhar. Por outro lado (uma minoria) os que consideram que ela foi uma grande primeira-ministra, que teve a coragem de enfrentar a crise no seu paìs com reformas corajosas e determinação firme.

No plano internacional, ela destacou-se por ter considerado “Nelson Mandela de um grande terrorista... E Augusto Pinochet de grande democrata”! Sim senhor!! Sem esquecer a guerra das Ilhas Malvinas que ela desencadeou contra a Argentina em 1982. Convém referir que o Arquipélago das Malvinas é uma colònia inglesa situada à 480 km da costa da Argentina e que pertence naturalmente à este paìs.

Pois os ingleses ocupam estas Ilhas desde 1833 depois de terem desalojados os argentinos, e a guerra que se ocorreu entre eles para a soberania destas Ilhas durou 74 dias saldou-se pela derrota da Argentina com a perda de 650 militares, e de 250 militares ingleses mortos.
A “Dama de Ferro”, como foi alcunhada e conhecida internacionalmente depois da guerra das Ilhas Malvinas, nunca fez unanimidade na sociedade britânica e pelos vistos jamais a farà mesmo morta! Jà sò por isto acho que ela devia ser admirada e tirar-lhe o chapéu. Poderosa heim!!

Desde sua eleição nos anos 80 ela optou por uma polìtica social ultra-liberal com uma violência inédita. Privatizou, enfraqueceu os Sindicatos, e não hesitou em mandar os policiais montados carregar violentamente sobre os mineiros em greve, entre os quais houve 3 mortos e ao total 20 mil feridos.
Durante o seu mandato a classe trabalhadora inglesa, a menos favorecida, pagou caro o ultra-liberalismo da Dama de Ferro... E continua ainda a pagar mesmo depois da sua morte, pois o seu funeral na pròxima quarta-feira, dia 17 deste mês, vai custar ao Estado (contribuentes) entre 10 à 12 milhões de libras esterlinas!

Sobretudo que no seu testamento deixou bem claro que não desejava uma cerimònia à nìvel nacional para o seu funeral. Pudera, era bastante consciente da sua impopularidade!
Este custo é devido a segurança do evento, pois vàrios chefes de estado e personalidades importantes foram convidados, principalmente os antigos presidentes dos Estados Unidos da América que ainda estão vivos, claro. Os que jà faleceram se farão representar por uma personalidade. Conforme li no Le Monde.fr o realizador cinematogràfico inglês “Ken Loach”, ironizou e sugeriu: “Privatizar o seu enterro, lançar a oferta e optar por mais barato... È o que ela gostaria.” Como é òbvio, compreende-se.

Entretanto a imprensa britânica não pàra de criticar desde vàrios dias este “Adeus a 10 milhões de libras” à Margaret Thatcher. O jornal “The Independent” acha que este funeral bastante contestado antes de ser realizado, tem um aspecto positivo e justifica: “Num momento onde as pessoas se desinteressam de mais em mais da polìtica, não é nada insignificante que um polìtico, mesmo morto, provoca paixão tão elementar.” Està dito, compreende quem compreenderà! Em todo o caso o governo inglês prometeu publicar todas as facturas da ceremònia do enterro à realizar, que jà deu e darà que falar, da ex-primeira ministra britânica.
Margaret Hilda Thatcher
 
 

dimanche 7 avril 2013

GUINÈ-BISSAU, na mira dos Estados Unidos e dos paìses europeus: Nicho de drogas !! O Contra-almirante da marinha Bissau-Guineense, JOSÈ AMÈRICO BUBO NA TCHUTO, jà està atràs das grades em Nova York desde dia 5 de abril. Tarifa: 1 milhão de dòlares por cada tonelada de cocaìna armazenada...!


Contra-almirante Bissau-Guineense
 
O cenàrio da captura de Bubo Na Tchuto, pelos agentes norte-americanos da DEA (Agência americana anti-droga), é digno destes grandes filmes da acção aliàs que sò os americanos sabem mesmo fazer, que Alfred Hitchcok invejar-se-ia!
Segundo a RFI (Ràdio-France International) os agentes americanos da DEA prepararam meticulosamente a intervenção da captura deste graduado da marinha, de Guiné-Bissau, durante vàrias semanas e nos mìnimos detalhes – em concerto com os Serviços anti-narcòticos caboverdianos . Pois os Estados Unidos havia mais de três anos que jà o tinham posto na sua lista negra de narcotraficantes à imobilizar... E sem dùvida, assim como os outros militares guineenses o Chefe do Estado-Maior Antònio Indjai, e o patrão da Força Aérea Ibrahima Papa Camara. Convém referir que Bubo Na Tchuto participou em vàrios golpes de estado no seu paìs e outras rixas polìticas.
Considerado como um dos barões e personagem “chave” do tràfico de droga em Guiné-Bissau, Bubo Na Tchuto caiu numa armadilha que não podia desconfiar, claro como é òbvio o cenàrio não tinha nada de inabitual. Na semana passada ou seja dia 2 de abril dois Agentes americanos da DEA, disfarçados de narcotraficantes vindos da América do Sul, desembarcam no aeroporto de Bissau, onde o contra-almirante da marinha deslocou pessoalmente para os receber. Afim de concretizarem uma “operação de tràfico” negociado alguns dias antes, e que consisitia no seguinte: “Recepcionar e conservar uma grande quantidade de cocaìna até à sua saìda para os Estados Unidos, em compensação uma grande soma de dinheiro seria paga”. Neste negòcio o contra- almirante Bubo Na Tchuto exigiu  a “tarifa de 1 milhão de dòlares” por cada tonelada de cocaìna recebida em Guiné-Bissau, e propôs a utilização da empresa em que ele é proprietàrio para facilitar a saìda do produto.
Entretanto os dois “falsos” narcotraficantes sul-americanos propuseram que a transação continuasse nas àguas internacionais (não longe de Cabo Verde), ao bordo de um navio sob a bandeira panamense. Proposta que Bubo Na Tchuto aceitou sem hesitar.
No dia seguinte, quarta-feira 3 de abril, o contra-almirante acompanhado de 6 cùmplices dirigiu à 120 km ao norte de Bissau, numa zona costeira de Cachéu, onde embarca numa vedeta ràpida, posta à sua disposição pelos “falsos traficantes”. A vedeta parte em direção ao navio panamense.

O desfecho não é preciso advinhar desta vez: O contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, e seus 6 cùmplices, foram bem acolhidos ao bordo do falso “navio panamense com carregamento de cocaìna” pelos Agentes dos seviços americanos anti-droga. Foram escoltados até Cabo Verde, onde em seguida num avião descolaram para Estados Unidos. Bubo Na Tchuto foi apresentado dia 5 de abril, sexta-feira, diante do Tribunal Federal americano para tomar conhecimento da acusação formal,  antes de ser encarcerado.
Entretanto, segundo o jornal francês Le Monde do mês de fevereiro passado recente, a irrupção de tràfico de drogas no continente negro està cada vez mais incontrolàvel e complexa, principalmente na parte ocidental da Àfrica, com um destaque especial para a Guiné-Bissau...!

Até o nosso Cabo Verde mereceu uma breve alusão no longo e detalhado artigo da Anne Frintz. Segundo ela em Outubro de 2011 uma tonelada e meia de “cocaìna” foi flagrada na posse de traficantes numa praia da nossa Ilha de Santiago (não especificou qual praia)...!  Segundo ela, a Àfrica ocidental desde 2004 tornou uma importante plataforma de tràfico, de stock, e de distribuição de cocaìna para outras parte do mundo. A ONUDC (Organismo das Nações unidas contra a droga e o crime), e OICS (Organismo internacional de controlo de estupefacientes) consideram que tais tràficos, provenientes de Colômbia, Perù, Bolìvia, Venezuela, ou Brasil, como um factor maior de instabilidade da Àfrica ocidental.
Acrescentou ainda que, Nigéria tinha o maior laboratòrio do mundo da fabricação ilìcita de anfetaminas e de métanfetaminas, e desmantelado em 2011... E que em 2012 o tràfico de cocaìna na zona oeste da Àfrica rendeu 900 milhões de euros de benefìcio, cujo 400 milhões de euros lavados e gastados nos respectivos paìses da mesma zona. Sabendo que por exemplo, comparando tais somas com o orçamento da Guiné-Bissau que não chega 177 milhões de euros, o peso na balança està mais do que evidente!! Compreende-se o interesse no tràfico de cocaìna que custa entre 2.000 e 3.000 euros o kilo nas zonas de produção, e o que custarà nas cidades europeias entre 30.000 e 45.000 mil euros 1 kilo.

Segundo a mesma fonte de Le Monde, o “Failed States Index 2012” considera a Guiné-Bissau um dos estados mais falidos do mundo, e um dos principais pontos de abastecimento de cocaìna da Àfrica Ocidental. Focando ainda que em 2007, a DEA (Agência americana anti-droga) estimava que cada noite em Guiné-Bissau entra, via aérea, entre 800 e 1000 kilos de cocaìna... E que as instalações no aeroporto e portos, e algumas Ilhas, foram alugadas aos traficantes de drogas. Considerando ainda, segundo um especialista francês, ... O tràfico em Guiné-Bissau como um simples negòcio entre as forças armadas e o poder civil, como uma fonte financeira entre outras!! Aliàs, que neste paìs os militares dizem habitualmente: “Os civis em fatos e gravatas (membros do governo) nos seus grandes carros, gastam todo o dinheiro do FMI (Fundo Monetàrio Internacional) e de outras Instituições internacionais. E nòs é o tràfico de droga!!”
Assim vai a nossa Àfrica!!